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Descubra a história do futevôlei

Luiz Claudio Viana - Presidente ACAF

Futevôlei: do Rio para o mundo

Em 1965, no auge da ditadura militar no Brasil, foram impostas restrições sobre a prática de alguns esportes na praia. Com isso, para driblar a proibição, um grupo de jovens acostumado a jogar a “linha de passe” (uma espécie de altinha com gol e goleiro), decidiu passar a ocupar uma quadra de vôlei na areia, espaço que até então era liberado para a prática esportiva. Nascia ali, na altura da Rua Bolívar, em Copacabana, um esporte que na época era chamado de “pévôlei”.

Copacabana, 1971 / fonte: Footvolley4ever.com

Tudo começou em uma quadra emprestada nas horas vagas por integrantes da seleção de vôlei que ali jogavam, ao grupo de jovens liderado por Octavio de Moraes, o Tatá, em busca de manter a bola no ar. Ali dentro daquelas 4 linhas, com uma rede de 2,43m de altura, e, sob o olhar dos policiais, surgia com muita criatividade, a combinação perfeita entre duas das mais populares modalidades esportivas do mundo, o futebol e o vôlei.

No início, eram cinco integrantes de cada lado da rede, em partidas intermináveis, usando apenas seus pés e cabeça. Após alguns meses, foi criada a primeira quadra exclusiva de futevôlei, em frente a Rua Constante Ramos e, até meados dos anos 70, novas redes surgiram no Leme e em Ipanema. Assim se formaram as primeiras rivalidades, entre as únicas quatro redes de futevôlei no mundo.

Com o tempo, o jogo evoluiu para disputas em duplas, com um nível técnico cada vez mais alto, o que, no anos 80, atraiu nomes como Maradona, Jairzinho, Zico, Júnior e Edinho. O envolvimento de ídolos do futebol trouxe interesse de grandes marcas e emissoras de TV, que passaram a transmitir os primeiros campeonatos da modalidade, como a Copa Itaú, na praia de Ipanema. Assim, o esporte ganhou ainda mais proporção nacional, chegando a outras capitais do Brasil, como Brasília, Recife e Vitória. Essa década também foi marcada pelo surgimento de talentos como Renan Lemmers, considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos, que estreou com um título na Copa Miguel Lemos (Copacabana), em 1985, com apenas 15 anos de idade.

Nos anos 90, jogadores como Romário e Renato Gaúcho se encantaram pelo futevôlei, ajudando a ampliar ainda mais o seu alcance. Nessa época, surgem as competições de nível nacional, em Recife e Brasília, além de novos eventos televisionados, como o Super futevôlei, um desafio 4×4 na praia de Ipanema, em 1999, e com transmissão ao vivo pela Rede Globo. Foi também durante essa década, que as mulheres passaram a integrar o cenário competitivo com participações em disputas mistas, com destaque aos nomes como Soraya Oliveira, Valeria Freitas, Marcia Weinzettl e Daniele Razigade.

Maradona, 1985 / fonte: Agência O Globo

Durante todo esse período, o futevôlei evolui tecnicamente, tornando-se mais dinâmico e plástico, com destaque a criação do Shark Attack, inventado pelo ex-atleta e atual gestor esportivo, Léo Tubarão.

Apesar de já haver indícios da prática do futevôlei fora do Brasil desde 1980, a partir de 2000, a expansão internacional da modalidade teve maior destaque, com a introdução da técnica por brasileiros em Portugal, Itália e Estados Unidos. Hoje, o futevôlei já é praticado em mais de 40 países em todos os continentes.

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